Cabeça Livre

Revista publica estudo sobre tratamento precoce com hidroxicloroquina e Facebook revê censura à droga

Um novo estudo publicado na revista científica American Journal of Medicine na edição de janeiro de 2021 afirma que quando iniciado mais cedo, o tratamento com antimaláricos — mais especificamente, a hidroxicloroquina (HCQ) — pode reduzir o desenvolvimento da Covid-19, prevenir hospitalização e está associado a redução de mortalidade. O estudo cita quatro outros estudos para embasar essa afirmação. Lembra ainda que a HCQ foi aprovada pela FDA em 1955 (ou seja, há mais de 60 anos), tem sido usada por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo desde então, já é vendida nas farmácias em muitos países e tem um perfil de segurança bem caracterizado que não deve levantar alarmes desnecessários.

O estudo menciona, além da hidroxicloroquina, outros fármacos que também podem ser usados, inclusive combinados, para frear a reprodução do vírus, como sulfato de zinco, azitromicina, doxiciclina e favipiravir.

Esse é apenas um dos estudos mais recentes que mostram que a hidroxicloroquina é eficaz no tratamento da Covid-19.

Nos últimos meses, o site c19study.com tem feito o trabalho de acompanhar e listar estudos que relacionam a hidroxicloroquina à Covid-19. Até agora, seu banco de dados reúne 239 estudos, dos quais 172 foram revisados por pares.

Segundo o site c19study.com, 26 ensaios clínicos mostraram que 67% dos pacientes melhoraram quando submetidos a tratamentos precoces, enquanto 132 ensaios clínicos mostraram que houve melhora de apenas 25% dos pacientes com tratamentos tardios.

Você não precisa confiar cegamente no c19study.com: ele traz links para todos os estudos que ele lista, que você pode abrir, ler diretamente da revista e conferir por conta própria.

Para conferir um estudo no site [c19study.com](https://c19study.com/), clique no estudo e depois em Source (fonte).

Para conferir um estudo no site c19study.com, clique no estudo e depois em Source (fonte).

Eu, por exemplo, conferi o estudo a seguir, que será publicado na edição de fevereiro da American Journal of Emergency Medicine. Ele afirma que a hidroxicloroquina pode ser usada com segurança no tratamento precoce de pacientes com sintomas leves da Covid-19 que estão estáveis e não requerem hospitalização.

Também em janeiro o Facebook decidiu rever a remoção de um vídeo postado em outubro de 2020 em que um usuário criticava a agência nacional de segurança de medicamentos francesa (análoga francesa à brasileira Anvisa) por se recusar a autorizar o uso de hidroxicloroquina combinada com azitromicina. O Facebook não chegou a afirmar com todas as letras que “cometeu um erro”, mas sua decisão recente de restaurar o conteúdo mostra claramente que a empresa reavaliou sua decisão anterior de tê-lo removido.

Note que o Facebook tem outras formas menos drásticas de lidar com o que ele classifica como “desinformação”, como sugerir a leitura de mais informações em sites que ele considera confiáveis. Mas nesse caso a rede optou por remover o vídeo, censurando-o.

Censura parecida foi feita à médica Simone Gold, fundadora da organização America’s Frontline Doctors, mestre em Medicina e graduada em Direito. Em julho de 2020, ela postou um vídeo que viralizou e logo em seguida foi removido das maiores redes sociais (ainda pode ser visto no BitChute). Nesse vídeo, ela se posicionava a favor do uso de remédios como a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19 e contra o lockdown e o uso de máscaras.

Ela fez uma crítica ao recente posicionamento do Facebook em seu perfil no Twitter:

Traduzindo do inglês: “o Facebook acabou de anunciar que ‘cometeu um erro’ quando censurou estudos mostrando que a hidroxicloroquina salva vidas. Censura nunca é ‘um erro’. Os executivos das empresas de tecnologia repetidamente tomaram decisões calculadas, mês após mês, silenciando médicos ao redor do mundo. Censura mata.”

Por outro lado, não foram classificadas como “desinformação” nem censuradas publicações de outras pessoas famosas que afirmaram insistentemente nas mesmas redes sociais que “não existe tratamento precoce” para a Covid-19.

 

Se não existe tratamento precoce para a Covid-19, então do que falam os artigos científicos mencionados no início desse texto? Como é que chamam isso mesmo… “negacionismo”?

O primeiro estudo que eu mencionei admite que para recomendar uma terapia o ideal seria que existisse um ensaio clínico randomizado, controlado com placebo, com grupo paralelo, com um número grande apropriado de participantes em risco e com resultados significativos.

No entanto, o mesmo estudo argumenta que não há tempo hábil para realizar um ensaio clínico desse tipo em meio a uma pandemia. Médicos e pacientes precisam de aconselhamento, de modo que se faz necessário examinar outras informações científicas que suportam a eficácia e segurança dos medicamentos.

Provavelmente é por causa da ausência desse ensaio clínico que pessoas se posicionam contra a hidroxicloroquina. Eu acho curioso que muitas dessas mesmas pessoas são a favor do “fique em casa”, mas não exigem o mesmo rigor científico para comprovar essa teoria, embasada em um modelo matemático feito pelo Imperial College (já falei dele aqui). Esse modelo não foi publicado em revista científica, nem foi revisado por pares, ao contrário de muitos dos estudos listados no c19study.com a favor da hidroxicloroquina, que foram.

Como eu disse em outro texto, parece haver uma “torcida contra o remédio”. Isso é doentio.

Com esse texto quero dizer que sou a favor de prescrever hidroxicloroquina para todos os pacientes de Covid-19 sem distinção? Não. Sou a favor de algum outro remédio específico? Também não. Sou a favor, sim, que a decisão final seja do médico e do paciente. Penso que ninguém é melhor do que o próprio médico e o próprio paciente para ponderar as opções e, com base nas informações disponíveis, decidir qual remédio usar avaliando caso a caso.

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