Cabeça Livre

Pseudopandemia - Capítulo 2 - Parcerias Público-Privadas Globais

Pseudopandemic: New Normal Technocracy” (que eu traduzi como “Pseudopandemia: a tecnocracia do novo normal”) é um livro que oferece uma dissecação completa da resposta global à pandemia de COVID-19: uma fraude política. O Capítulo 2 começa abaixo. Você pode começar a leitura pela Introdução ou acessar o índice do livro.


À medida em que avançarmos nessa investigação, analisaremos detalhadamente as evidências que expõem a pseudopandemia. No entanto, primeiro precisamos compreender os princípios gerais que a tornaram possível.

Já discutimos como os conspiradores centrais podem ter implantado seus influenciadores informados. Seu objetivo era coagir e manipular os influenciadores enganados para que formassem políticas projetadas para atingir os objetivos dos conspiradores centrais.

Os influenciadores enganados estavam errados, mas agiam em função de uma preocupação equivocada e medo. Eram inocentes.

No entanto, logo após o início da pseudopandemia, muitos influenciadores enganados devem ter percebido o engano. As evidências que o revelavam se amontoaram rapidamente. Até que ponto aqueles que mantiveram a mentira, talvez para proteger suas carreiras, tornaram-se criminalmente negligentes, é algo que apenas um jurado legalmente convocado pode decidir.

Inicialmente, vamos nos concentrar na relação entre o governo do Reino Unido e a Fundação Bill e Melinda Gates (Bill and Melinda Gates Foundation, BMGF) para entender como a pseudopandemia foi possível. No entanto, essa foi apenas uma dentre muitas parcerias desse tipo.

A pseudopandemia de COVID-19 foi a primeira tentativa concertada de estabelecer uma forma única e centralizada de governança global que tinha qualquer perspectiva realista de sucesso. Pela primeira vez na história da humanidade, os avanços na tecnologia fizeram com que o total controle global fosse completamente factível.

Esse esforço pseudopandêmico sem precedentes forçou alguns dos possíveis conspiradores centrais e influenciadores informados, que geralmente evitam se expor, à vista do público. Assim, podemos ver como as alavancas de autoridade foram puxadas para projetar as políticas desejadas.

Não há evidências de que a BMGF estivesse liderando esse esforço. Ela era o rosto público e representante de vendas da pseudopandemia: uma frente para uma campanha maior.

Os conspiradores centrais residem na rede por trás dessa campanha, e seu sonho coletivo é a governança global sob seu controle. A pseudopandemia foi uma ofensiva de marketing para nos convencer a comprar essa governança.

Eles estão, sem dúvida, perto de cumprir essa ambição. Se a população mundial vai se defender legalmente, o tempo é curto.

Nenhum crime é alegado contra qualquer pessoa ou organização nomeada. No entanto, os conspiradores centrais e influenciadores informados devem estar dentro das (ou ter ligações com as) organizações nomeadas. Qualquer investigação futura sobre a fraude pseudopandêmica deve se focar nelas.

Para que o poder autoritário e sua influência produzissem resultados no mundo real, ele foi convertido em política. Uma vez executada pelos governos e autoridades locais, a política teve uma diferença material nas nossas vidas. Quer tenhamos a apreciado ou não.

Através de um sistema de autoridade em cascata, com cada nível sob o comando do nível acima, os conspiradores centrais precisavam apenas controlar as autoridades globais para que a pseudopandemia funcionasse. A compartimentação agregou a segurança da informação e a negação plausível necessárias.

Como os conspiradores centrais devem ter participações de controle nas autoridades financeiras globais, como o Banco de Compensações Internacionais (Bank for International Settlements, BIS), o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os bancos centrais nacionais, eles controlam o sistema monetário1 e, portanto, as organizações intergovernamentais e governos nacionais. Com a adição de um pequeno punhado de influenciadores informados em cada governo respectivo, esse controle é abrangente.

A parceria do governo do Reino Unido com a BMGF remonta a muitos anos. O tema consistente ao longo dessa parceria tem sido o desenvolvimento da biossegurança. Isso nos é apresentado como proteção contra riscos biológicos. Os conspiradores centrais exploraram esse entendimento equivocado para aumentar o controle sobre a população.

Discutiremos o motivo mais adiante, mas é importante neste momento considerar o que realmente significa biossegurança. Para isso, podemos referenciar2 o filósofo Giorgio Agamben3.

Com base no trabalho do historiador de saúde Patrick Zylberman, Agamben resumiu como a biossegurança na verdade cria uma nova forma de Estado de biossegurança. Podemos resumir ainda mais da seguinte forma:

  1. Dados são apresentados para maximizar o nível de ameaça percebido. Isso permite ao governo declarar uma situação extrema de forma constante e exigir, como resposta a essa situação, uma mudança de comportamento de toda a população.

  2. É a crença do público nessa alegação de uma ameaça extrema que permite ao Estado de biossegurança controlar o comportamento dos cidadãos. Sem tal percepção, tais ditames draconianos não seriam tolerados. Portanto, a ameaça deve ser reforçada constantemente pelo Estado de biossegurança para manter o medo e, portanto, a obediência.

  3. Ao impor condições comportamentais às quais o cidadão deve aderir, a relação do cidadão com o Estado é alterada fundamentalmente. As pessoas não mais recebem proteção da saúde pública. Em vez disso, a saúde pública se torna uma obrigação comportamental exigida pelo Estado de biossegurança.

A grande maioria de nós aceitou a ameaça da pseudopandemia. A maioria ficou com medo tanto de sucumbir à doença quanto de infectar outras pessoas, especialmente entes queridos. Como consequência disso, a maioria de nós estava disposta a obedecer as ordens que nos foram dadas.

Todos somos riscos biológicos no novo Estado de biossegurança. Nós somos a ameaça, cada um de nós, um perigo para o outro. Dado que o Estado de biossegurança reivindica a autoridade para nos manter seguros, todos os riscos biológicos devem ser controlados. Portanto, todos nós devemos ser controlados.

Nosso comportamento individual é agora uma ameaça existencial para todos. Isso significa que não nos é mais permitido ser seres humanos livres com autonomia. Passear com o cachorro, fazer compras, visitar a família, curtir uma música ao vivo ou a companhia de amigos: todas essas atividades se tornaram potenciais atos de bioterrorismo.

Portanto, nenhum aspecto das nossas vidas está fora do alcance da autoridade do Estado. Temos que obedecer às ordens do Estado de biossegurança para nos mantermos seguros.

Aqueles que não obedeceram, possivelmente porque perceberam que a pseudopandemia era uma fraude, foram equiparados a terroristas4 nas mentes psicologicamente manipuladas dos aterrorizados. Os dissidentes foram descritos e percebidos como “negadores da ciência”, “anti-vacinas” e “teóricos da conspiração”. Eles foram transformados nos malfeitores moralmente repugnantes, tornando-se assim o foco da raiva dos medrosos. Isso deu aos conspiradores centrais poder para silenciar seus oponentes com censura e propaganda, ao mesmo tempo em que alegavam estar protegendo as pessoas que abusavam por meio da sua pseudopandemia.

Como salvadores dos aterrorizados, eles eram livres para emitir suas ordens sem nenhuma resistência notável. Essas ordens chegaram até nós na forma de legislação, regulamentação e política. Para os conspiradores centrais tomarem o poder ditatorial sobre a humanidade, eles apenas tiveram que controlar os influenciadores informados nos governos por meio das suas relações com parceiros privados.

No ano 2000, as Nações Unidas estabeleceram seus Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Em seu documento de 2005 intitulado Connecting For Health5 (“conectando pela saúde”, em uma tradução livre), a Organização Mundial da Saúde (OMS) observou o que os objetivos das Nações Unidas significavam para a saúde global:

Essas mudanças ocorreram em um mundo de expectativas revistas sobre o papel do governo: em que o setor público não tem os recursos financeiros nem institucionais para enfrentar seus desafios, e que uma combinação de recursos públicos e privados é necessária. […] Construir uma cultura global de segurança e cooperação é vital. […] Os primórdios de uma infraestrutura global de saúde já estão em vigor. […] As tecnologias de informação e comunicação abriram oportunidades para mudanças na saúde, com ou sem os formuladores de políticas liderando o caminho. […] Os governos podem criar um ambiente propício e investir em equidade, acesso e inovação.

A OMS reconheceu que uma série de partes interessadas (stakeholders), como empresas privadas, organizações filantrópicas e organizações não governamentais (ONGs), fariam “parcerias” com o governo em uma cultura de segurança e cooperação. O papel do governo havia sido revisto. Os planos para a governança da saúde global poderiam prosseguir “com ou sem” os formuladores de políticas governamentais. Isso colocou a relação entre governo e interesses privados (stakeholders), que na verdade sempre existiu, em um documento oficial. Proporcionando aos conspiradores centrais um controle político mais direto.

Com o estabelecimento dos ODM da Organização das Nações Unidas (ONU), os governos não mais liderariam a política global de saúde. Em vez disso, seu papel seria possibilitar o ambiente de segurança sanitária global por meio de investimentos. Em 2016, os ODM deram lugar aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)6 da ONU, aos cuidados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O PNUD supervisiona os ODS, mas também reúne várias agências especializadas das Nações Unidas para persegui-los. A ONU é nominalmente uma organização intergovernamental, mas na verdade é uma parceria público-privada7. O PNUD8 descreve essa parceria:

O setor privado tem um grande papel a desempenhar na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Além de oferecer uma vasta experiência e inovação disruptiva, as empresas podem ajudar a mobilizar o capital muito necessário para apoiar os ODS […] alcançar os ODS pode abrir US$ 12 trilhões em oportunidades de mercado […] incorporar os ODS ao modelo de negócios do setor privado realmente trará lucros no longo prazo. O PNUD visa fazer os mercados trabalharem para os ODS […]

O desenvolvimento sustentável é vendido ao público usando palavras-chave como “inclusivo”, “igualdade”, “sustentabilidade”, “resiliência” e “segurança”. A repetição dessas palavras é uma tática de marketing de relações públicas9. Como a pseudopandemia em si, elas visam enganar as pessoas. Na verdade, como afirma claramente o PNUD, os ODS são projetados para criar novos mercados. Esses mercados inovadores são criados por meio de disrupção.

É por isso que investidores globais, como os Rockefellers, são tão ávidos apoiadores das Nações Unidas10. O PNUD supostamente lidera a plataforma de filantropia dos ODS11. No entanto, é uma Parceria Público-Privada Global (PPPG) entre a ONU e as famílias Rockefeller, Hilton, Brach e Ford.

Essa parceria exemplifica como a autoridade (poder) global está concentrada nas mãos de um pequeno número de pessoas. Isso de forma alguma sugere que todos os associados sejam cúmplices da pseudopandemia, mas os conspiradores centrais e influenciadores informados são capazes de manipular essas parcerias.

Para entender como funciona esse processo de centralização do poder, precisamos considerar o que é autoridade governamental e nossa relação com ela. A “governança” é um conjunto de regras pelas quais concordamos em viver para alcançar nossos objetivos compartilhados. O “governo” reivindica a autoridade para controlar a governança a nível nacional. As organizações intergovernamentais reivindicam a mesma autoridade a nível internacional e global.

O governo alega que determina a governança (as regras) por meio da legislação. A legislação não deve ser confundida com a lei. A Lei deriva da Lei Natural e protege nossos direitos inalienáveis, dentre outros, do governo. A legislação governamental reivindica autoridade sobre esses direitos. Uma autoridade que não tem.

O governo é um grupo de pessoas que dizem ter o poder autoritário para fazer legislação. O governo não tem recursos próprios dele mesmo. Os recursos que existem, além dos naturais, são todos criados e possuídos pelo povo.

O governo tem acesso a recursos financeiros unicamente por meio de impostos. Empréstimos não colocam o governo em dívida, mas sim o pagador de impostos.

Não existe tal coisa chamada investimento do governo. Todo investimento é investimento de impostos e todo imposto é tomado do trabalho do povo. Mesmo os bens que o governo reivindica como seus próprios pertencem ao povo. Nós criamos o governo e damos a ele nossos recursos.

O governo não é administrado por políticos, mas por burocratas. No Reino Unido, os chamamos de Serviço Civil. Os políticos definem a política e criam novas legislações, dessa forma mudando as regras nas quais todos nós supostamente concordamos viver.

No entanto, existem limites. O City Remembrancer12 está localizado no parlamento do Reino Unido para proteger os interesses da corporação da Cidade de Londres13. A corporação da Cidade de Londres é efetivamente o conselho da Square Mile, que é um dos centros financeiros do mundo, muitas vezes referido como a Cidade (the City). O Remembrancer garante que o governo não reduza acidentalmente os lucros corporativos com sua legislação.

O alcance total do nosso controle democrático sobre esse sistema é que podemos “eleger” um novo lote de políticos a cada poucos anos. Não elegemos os burocratas nem os parceiros do governo. Eles são permanentes e nenhum número de votos pode mudar isso.

Uma vez a cada 5 anos (1825 dias), no Reino Unido, temos voz no processo legislativo por meio de eleições. Enquanto isso, podemos formar grupos de pressão, protestar e escrever petições, mas o governo não tem obrigação de nos escutar. Os “parceiros” do governo são capazes de influenciar a legislação (as regras) em cada um desses 1825 dias.

Alguns parceiros têm dinheiro suficiente para financiar partidos, políticos e suas campanhas. Esta rede de parceiros governamentais é dona da grande mídia, controla as corporações e uma poderosa indústria de lobby. Eles podem promover ou quebrar políticos ambiciosos como queiram. Em cada década nos são dados dois dias para eleger alguns dos políticos que eles previamente selecionaram para nós.

O status de parceiro do governo é conseguido por uma imensa riqueza. Os parceiros são investidores conjuntos com o governo (usando receita tributária) em vários programas e projetos governamentais e intergovernamentais. Com recursos adicionais para financiar campanhas políticas e conceder patrocínios, são os parceiros privados, sem qualquer mandato democrático, os que dominam.

Chamamos esse sistema de democracia representativa. Não é nada como a democracia verdadeira14, mas somos encorajados a acreditar nela, porque mantém o status quo.

Organizações intergovernamentais, como a ONU, são locais de conferência para as pessoas que os conspiradores centrais, entre outros, nos permitiram escolher. Os representantes do governo já são os influenciadores selecionados pelos conspiradores centrais. A única questão é se eles são influenciadores enganados ou informados.

Em reuniões com parceiros do governo, os representantes eleitos facilitam o acesso a todos os nossos recursos. Por meio do seu apoio financeiro15 a organizações intergovernamentais, os conspiradores centrais podem então explorar suas parcerias e decidir como querem dividir nossos recursos entre eles.

Assim como a OMS ficou sob o controle dos seus parceiros, como a BMGF, a GAVI e o Banco Mundial, a ONU também é controlada por investidores privados. Os conspiradores centrais fazem parte dessa rede financeira e corporativa.

Desde a sua criação em 2000, a BMGF tem sido uma parceira fundamental para governos, organizações intergovernamentais e autoridades globais. Em 2002, a OMS encomendou um trabalho de pesquisa intitulado Global Health Governance16 (GHG, “Governança da Saúde Global”, em uma tradução livre). Os pesquisadores afirmaram:

[Um] exemplo de governança estatal-não-estatal são as chamadas parcerias público-privadas globais (PPPGs) […] A ideia de criar parcerias com empresas está no centro das visões de toda a ONU sobre a governança da globalização (Global Compact). […] [A] OMS e o Banco Mundial são mostrados como centrais […] Ao mesmo tempo, eles são acompanhados por um grupo de instituições […] o Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização Mundial do Comércio (OMC), [etc.] […] [A] GHG também inclui uma grande variedade de atores dentro do setor privado e da sociedade civil […] Alguns desses atores (por exemplo, a Fundação Bill e Melinda Gates) se tornaram altamente proeminentes nos últimos anos. Outros […] podem ser influentes em uma base mais específica de política.

Essa ideia de política de saúde global controlada pelas PPPGs levou à revisão em 2005 do Regulamento Sanitário Internacional (RSI)17. O RSI é um tratado internacional vinculante que criou a OMS como um sistema global de vigilância da saúde pública. O RSI define como os governos (nações) respondem a riscos agudos para a saúde pública, como pandemias.

O Comitê de Emergência18 do RSI da OMS alerta sempre que surge uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Esses conselheiros são escolhidos pelo Diretor Geral19 (DG) da OMS.

Dada a possibilidade de que o DG seja um influenciador informado, é razoável suspeitar que isso fez parte do mecanismo que tornou possível a pseudopandemia global. Isso foi combinado com a nomeação de influenciadores informados e enganados nos governos nacionais para converter a pseudopandemia em política.

Bill Gates mantém um diálogo constante com o governo do Reino Unido há décadas. Isso muitas vezes foi feito na forma de conversas secretas com políticos influentes. Em nossa democracia, dita “aberta” e “transparente”, não há atas dessas reuniões.

Em julho de 2010, em meio às consequências da crise financeira de 2008, Bill foi um dos primeiros a ter uma conversa informal20 com o então recém empossado vice-primeiro-ministro britânico Nick Clegg. Sem atas, ficamos dependentes do que o Sr. Clegg e Bill escolheram divulgar daquela reunião. Clegg disse:

Hoje é o início de um relacionamento próximo e produtivo entre sua Fundação [BMGF] e nosso Governo [da Coalizão]. […] A economia global sofreu um grande trauma […] As negociações de Nova York são uma grande oportunidade para colocar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de volta aos trilhos.

Em 2009, o ex-gerente de campanha de Clinton e chefe de gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel, observou21:

Você nunca quer que uma crise séria seja desperdiçada. E o que quero dizer com isso é que ela é uma oportunidade de fazer coisas que você achava que não podia fazer antes.

Parece claro que Clegg e Bill Gates sabiam muito bem que uma crise apresenta oportunidades. Nesse caso, a turbulência de uma crise financeira foi vista como uma oportunidade para avançar os ODM. O que significou, entre outras coisas, uma nova forma de PPPG para gerenciar a segurança sanitária global e fomentar novos mercados.

Depois da conversa22, Clegg esclareceu isso quando foi enviado para se dirigir à Assembleia Geral das Nações Unidas23. Ele declarou:

[…] juntos podemos alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio […] Estes são os termos tecnocráticos em que os governos necessariamente devem negociar. […] O crescimento no mundo em desenvolvimento significa novos parceiros com os quais negociar e novas fontes de crescimento global. […] quando o mundo está menos seguro, o Reino Unido está menos seguro […] Quando pandemias ocorrem, não estamos imunes.

Apenas algumas semanas depois, Bill Gates apareceu para ver o Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido24 (Department for International Development, DfID – integrado em setembro de 2020 ao Foreign, Commonwealth & Development Office, “Ministério das Relações Exteriores e Desenvolvimento”, em uma tradução livre). Bill falou sobre a parceria da BMGF com o DfID para entregar os ODM. Ele disse:

Uma colaboração mais próxima, à medida que vemos o que funciona e o que não, será importante para nós.

O DfID, um departamento governamental inteiramente financiado pela população do Reino Unido, precisava entender o que era importante para a BMGF. Eles decidem o que funciona e o que não. Em troca dessa parceria, influenciadores políticos chave se beneficiam da porta giratória entre governo, ONGs e o setor privado.

Por exemplo, a BMGF criou25 o grupo de pressão de ONGs chamado ONE26 para reunir os filantropos, fundações e corporações mais influentes e poderosos do mundo. O ex-primeiro-ministro britânico David Cameron (chefe de Clegg) foi nomeado para o conselho de administração27 junto com outros industriais, membros do conselho corporativo, banqueiros e celebridades que compartilham todos o compromisso de salvar a humanidade.

Apoiadores entusiastas da ONE28 incluem a Open Society Foundation de George Soros, a Bloomberg Philanthropies e a Fundação Rockefeller. Seu objetivo coletivo29 é “pressionar líderes políticos nas capitais mundiais” e “pressionar os governos a fazer mais”. Onde fazer mais significa tirar mais dinheiro do pagador de impostos para financiar o desenvolvimento dos seus novos mercados.

Sob a direção de Cameron, a RED, organização irmã da ONE, segue os mesmos ideais. Ela traz para a família outras organizações humanitárias30 como Merck, Roche, Twitter, Google e Facebook. Nick Clegg foi nomeado chefe de assuntos globais do Facebook31 em outubro de 2018.

Junto a David Cameron no conselho da ONE está Joe Cerrel, diretor administrativo da BMGF para Políticas e Advocacia Globais. Joe também girou entre o governo e o mundo corporativo e seu perfil no conselho da ONE32 ilustra como os meios políticos necessários para gerenciar a pseudopandemia global foram adquiridos:

Joe supervisiona as relações da Fundação com governos doadores na América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico e Oriente Médio. Sua equipe busca expandir as parcerias da Fundação com esses governos, mas também com corporações, fundações e outras organizações não governamentais, para apoiar o aumento do engajamento global e o progresso na saúde e agricultura globais.

Em setembro de 2019, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, fez um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas33. O Reino Unido estava negociando sua saída da União Europeia (Brexit), mas isso mereceu apenas uma menção. O discurso aparentemente desconexo e fora de contexto (off topic) de Johnson foi recebido com perplexidade quase universal.

Em vez do Brexit e do comércio mundial, ele optou por expor uma revolução científica e tecnológica que estaria por vir. Ele descreveu uma futura forma de tecnocracia34, deixando de lado os luditas que questionam as ferramentas essenciais do progresso, como as vacinas nanotecnológicas: um mundo de cidades inteligentes reluzentes, a serem controladas por um sistema centralizado de parcerias globais.

Em retrospectiva, esse discurso foi verdadeiramente notável por sua presciência. Era quase como se o primeiro-ministro do Reino Unido soubesse que, em apenas alguns meses, surgiria uma pandemia mortal. Ele previu com precisão que a solução para isso seria uma revolução tecnológica, orquestrada em nível global, não por governos, mas por acadêmicos, corporações e outros atuando em parceria com o governo.

Pouco antes de ser destituída do poder, a então primeira-ministra britânica Theresa May usou as últimas semanas do seu mandato para pressionar outros líderes mundiais35 para que comprometessem mais recursos dos pagadores de impostos à causa da BMGF. Ao fazê-lo, ela continuou a política de compromisso inabalável de governos anteriores do Reino Unido. Independentemente de quem estivesse no governo do Reino Unido, sua parceria com a BMGF36 era inabalável.

Não é surpresa, portanto, que o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, assim como seus antecessores, esteja casado com a BMGF desde sua vitória eleitoral em julho de 2019, especialmente durante a pseudopandemia. Em maio de 2020, ele se reuniu com Bill e Melinda e, quando o público apresentou um pedido de liberdade de informação37freedom of information (FOI) request – para descobrir o que haviam discutido, o Gabinete do Primeiro-Ministro se recusou a responder.

Eles se reuniram novamente em novembro38, dessa vez na companhia das corporações farmacêuticas para discutir o lançamento da vacina. Nenhuma ata foi oferecida.

No entanto, em seu depoimento à Audiência dos Comuns sobre a COVID-19 em maio de 2021, o ex-assessor-chefe do primeiro-ministro, Dominic Cummings39, confirmou o que muitos suspeitavam. Ele disse:

Em março, eu comecei a receber ligações de várias pessoas dizendo: “Essas novas vacinas de MRNA podem muito bem romper com a sabedoria convencional […] Pessoas como Bill Gates e aquele tipo de rede estavam dizendo isso. Essencialmente, o que aconteceu é que havia uma rede de pessoas, do tipo do Bill Gates, que diziam: “Repense completamente todo o paradigma de como você faz isso. […] O que Bill Gates e pessoas como ele disseram para mim e outros no número 10 foi: “Você precisa pensar nisso muito mais como alguns dos programas clássicos do passado – o projeto Manhattan na Segunda Guerra Mundial ou o programa Apollo […] O que Bill Gates e as pessoas […] estavam dizendo era que o retorno real esperado disso é tão alto que, mesmo que de fato tudo acabe virando bilhões desperdiçados, ainda é uma boa aposta no final. […] Foi, essencialmente, o que fizemos.

Parece que discussões secretas, que têm um impacto material em nossas vidas, são a norma nas democracias representativas no novo normal. O que não há dúvida é de que o compromisso de longa data do Reino Unido com uma vacina contra COVID-19 foi o cerne da campanha pseudopandêmica desde o início. As instruções de Bill Gates eram claras. As vacinas eram importantes para a BMGF e, portanto, eram igualmente importantes para o governo do Reino Unido.

Com seu projeto COVAX, financiado pelo pagador de impostos, a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations40, CEPI) lançou sua chamada para pesquisa de uma vacina contra a COVID-19 em 3 de fevereiro de 2020. A CEPI foi fundada como uma parceria41 entre o Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum, WEF), os governos norueguês e indiano, a BMGF e a fundação da GlaxoSmithKline, a Wellcome Trust42. Os parceiros da CEPI incluem a Comissão Europeia e várias corporações farmacêuticas.

Quando o mundo soube da rápida propagação da COVID-19, em 3 de março de 2020, o governo do Reino Unido publicou43 seu Plano de Ação (Action Plan). Ficou bastante claro nesse documento que a única estratégia de tratamento médico que o governo do Reino Unido estava disposto a considerar era uma vacina ou antivirais patenteados por corporações farmacêuticas. Nenhuma outra opção de tratamento44 foi defendida ou mesmo considerada.

Dado que já haviam investido muita receita tributária no desenvolvimento de vacinas, por meio da CEPI e da GAVI, por exemplo, talvez isso fosse esperado. Em parceria com a BMGF e o Fórum Econômico Mundial, o governo do Reino Unido declarou43:

O governo do Reino Unido já prometeu £ 20 milhões à CEPI para desenvolver novas vacinas para combater as doenças mais mortais do mundo, incluindo vacinas para a COVID-19, o mais rápido possível, e está considerando ativamente fazer mais investimentos.

No dia 12 de março, um dia depois que a OMS declarou45 a pseudopandemia, na sequência de uma reunião na Sala de Reunião do Gabinete (Cabinet Office Briefing Room, COBR – Cobra meeting), Boris Johnson dirigiu-se à nação46. Ele disse algumas verdades duras ao povo do Reino Unido:

Todos temos que deixar claro que esta é a pior crise de saúde pública em uma geração. Algumas pessoas a comparam com a gripe sazonal. Infelizmente, isso não está certo. Devido à falta de imunidade, esta doença é mais perigosa. […] Devo ser franco com vocês, ser franco com o público britânico, muitas mais famílias vão perder entes queridos antes do tempo. […] Em todas as etapas, temos sido guiados pela ciência […]

No entanto, a COVID-19 era absolutamente comparável com a influenza (gripe). Com relação à influenza, em 2018, a OMS declarou47:

A hospitalização e a morte ocorrem principalmente entre os grupos de alto risco. No mundo todo, estima-se que essas epidemias anuais resultem em cerca de 3 a 5 milhões de casos graves da doença e cerca de 290.000 a 650.000 mortes respiratórias.

O risco de mortalidade por COVID-19 era sabidamente baixo. Muitos cientistas ao redor do mundo questionaram se realmente existia uma perigosa pandemia global48. A afirmação de Johnson sobre estar sendo guiado pela ciência significava que o governo estava escutando consultores científicos selecionados enquanto ignorava o resto49 da comunidade científica.

O governo do Reino Unido de fato ouviu um punhado de cientistas do Imperial College London (ICL). Suas projeções modeladas por computador tremendamente imprecisas foram usadas para justificar as políticas subsequentes. Além disso, o Spi-B, subgrupo de ciência comportamental do Grupo de Aconselhamento Científico para Emergências (Scientific Advisory Group for Emergencies, SAGE), também recebeu credibilidade seletiva pelo governo. Eles participaram das reuniões do Cobra onde aconselharam Johnson50:

Um número substancial de pessoas ainda não se sente suficientemente ameaçado pessoalmente; […] O nível percebido de ameaça pessoal precisa ser aumentado entre aqueles que são complacentes, usando mensagens emocionais contundentes. […] Algumas pessoas serão mais persuadidas por chamados para seguir as regras, algumas por dever para com a comunidade e algumas por risco pessoal. Todas essas abordagens diferentes são necessárias. […] As estratégias de comunicação devem fornecer aprovação social para comportamentos desejados e promover a aprovação social dentro da comunidade. […] Usar a mídia para aumentar a sensação de ameaça pessoal […] Considerar o uso de desaprovação social por descumprimento

Isso foi essencial para que a pseudopandemia prosseguisse, porque o nível de ameaça real da COVID-19 não era nem de longe grave o suficiente para justificar o tipo de políticas draconianas que o governo do Reino Unido, e seus parceiros, estavam planejando. Agindo de acordo com o conselho do Spi-B, as terríveis advertências e a retórica assustadora de Johnson foram calibradas para causar terror.

O nível de medo foi martelado na imaginação do público com uma implacável campanha de propaganda na grande mídia51. Nunca verificando se as projeções eram precisas, nunca buscando opiniões científicas ou médicas em contrário e ativamente censurando-as ou atacando-as quando surgiam, a grande mídia não investigava nada e simplesmente repetia o que o Estado (o governo e seus parceiros) lhe dizia.

Com a população compreensivelmente amedrontada, o Estado estava livre para promulgar a legislação (regras) que era vital para os objetivos dos conspiradores centrais. Eles precisavam de uma Lei Habilitante52 para se dar a autoridade para começar a criar o Estado de biossegurança que desejavam. No Reino Unido, isso veio na forma da Lei do Coronavírus (Coronavirus Act53).

Nenhum parlamentar votou54 para aprovar a Lei Habilitante. Não houve debate, não houve perguntas, não houve democracia parlamentar. Foi simplesmente o carimbo de autoridade sobre o povo.

A Lei do Coronavírus entrou em vigor com o conhecimento pleno e certo55 de que a COVID-19 não era a ameaça que o Estado alegava ser. Em 19 de março, tanto a Public Health England (PHE, “Saúde Pública da Inglaterra”, em uma tradução livre) quanto o Advisory Committee on Dangerous Pathogens (ACDP, “Comitê de Aconselhamento sobre Patógenos Perigosos”) julgaram que a COVID não era uma doença infecciosa de alta consequência (high consequence infectious disease, HCID). Sua avaliação afirmou:

Agora que se sabe mais sobre a COVID-19, os órgãos de saúde pública do Reino Unido revisaram as informações mais atualizadas sobre a COVID-19 em relação aos critérios para HCID do Reino Unido. Determinaram que várias características mudaram; em particular, mais informações estão disponíveis sobre as taxas de mortalidade (baixas de modo geral) […]

No entanto, o Estado os considerou os cientistas e especialistas em saúde pública errados. Suas opiniões não eram úteis e, portanto, foram ignoradas.

Dois dias antes, em 17 de março, a OMS informou que a COVID-19 era menos transmissível que a gripe influenza. Ela declarou56:

O intervalo em série para o vírus da COVID-19 é estimado em 5 a 6 dias, enquanto para o vírus influenza o intervalo em série é de 3 dias. Isso significa que a influenza pode se espalhar mais rapidamente que a COVID-19.

Esse fato, de que a COVID-19 era uma doença de impacto relativamente baixo, com baixa taxa de mortalidade e menos virulenta que a gripe influenza, não estava em disputa. A evidência científica era clara. Em 30 de abril, o diretor médico do Reino Unido e médico Prof. Chris Whitty, dando uma palestra no Gresham College57, disse:

A nível individual, as chances de qualquer pessoa assistindo a isso morrer de coronavírus são realmente baixas. Ao longo da epidemia, mesmo que não tenhamos vacina, uma grande proporção das pessoas não contrairá a doença. Daqueles que a contraírem, uma proporção significativa […] não terá nenhum sintoma. Eles a contrairão sem mesmo perceber. Dos que apresentarem os sintomas, a grande maioria, provavelmente cerca de 80% […] terá uma doença leve ou moderada, o que é suficiente para que eles precisem ir para a cama ou se sintam mal. Em alguns casos, eles podem simplesmente continuar fazendo suas atividades normais – embora nós pedimos que não o façam – mas eles realmente não precisam ir ao médico ou serviços médicos e se recuperam completamente. Uma minoria terá que ir ao hospital […] a grande maioria irá só para sobreviver. E então uma minoria terá uma doença muito grave, e poderá precisar de respirador, e então, desses, alguns infelizmente morrerão com o tratamento atual. Mas, importante ressaltar, mesmo no grupo de maior risco, a maioria das pessoas que contraem essa infecção não morre.

Quando o ACDP se reuniu em 13 de março58 para discutir o transporte seguro de amostras clínicas, o professor Neil Ferguson do ICL não compareceu. Quando o Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido (UK Department of Health and Social Security, DHSC) entrou em contato com o ACDP para esclarecer sua posição sobre a classificação da COVID-19, eles receberam a resposta do comitê:

O Comitê concordou por unanimidade que esta infecção não deve ser classificada como HCID.

O governo do Reino Unido decidiu não dar ouvidos a essa opinião unânime de especialistas. Em vez disso, optou por ouvir Neil Ferguson e baseou sua resposta nos modelos de computador simulados por ele e sua equipe.

O controle da mídia significou que essas descobertas da PHE, do ACDP e da OMS não foram reportadas. Isso permitiu que os políticos, seus parceiros e consultores científicos escolhidos a dedo deixassem de lado as evidências científicas disponíveis e continuassem independente delas.

Em 23 de março, Johnson novamente se dirigiu à nação59 para informar ao povo sobre a restrição que o Estado decidiu infligir a eles sem motivo aparente. O que ele forneceu foi uma omissão ultrajante da verdade.

Falando sobre assassinos invisíveis, ameaçando muitas mais mortes, vidas destruídas e coação policial opressiva, Johnson delineou uma série de medidas para lidar com a alegada emergência nacional que não existia. Assumindo total autoridade, ele disse a outros seres humanos o que ele e seus parceiros permitiriam que eles fizessem.

Eles foram autorizados a sair para comprar suprimentos essenciais; a eles foi permitido, como a prisioneiros, se exercitar por uma hora por dia; as pessoas tinham licença para ir trabalhar, se estritamente necessário, e podiam cuidar de entes queridos vulneráveis, se necessário.

Embora aterrorizada, a maioria das pessoas foi bastante sensata. Exercitar o princípio da precaução parecia lógico, embora um pouco oneroso. A maioria estava disposta a aceitar essas restrições porque ninguém havia lhes dito que a COVID-19 não era a praga em que acreditavam. Aqueles que tentaram foram chamados de negadores da ciência e teóricos da conspiração.

Se a maioria tivesse alguma noção do que a Lei Habilitante do coronavírus realmente continha, é extremamente improvável que muitos tivessem cumprido. Suas suspeitas teriam sido naturalmente despertadas. Portanto, o Estado, personificado por Boris Johnson, tomou o caminho mais conveniente disponível. Ele não lhes disse.

Ele deixou de mencionar que as proteções legais contra a falsificação de atestados de óbito haviam sido removidas; ele se esqueceu da parte sobre a rescisão das salvaguardas de saúde mental, o que tornou muito mais fácil para o Estado prender pessoas por motivos de saúde mental; esqueceu-se de informar às pessoas que o dever de cuidado do NHS havia sido significativamente reduzido, o que significava que eles não precisavam avaliar as necessidades de atenção em andamento antes de dar alta aos pacientes; ele esqueceu que o Estado se deu o poder de interromper reuniões legais, incluindo protestos, sempre que quisesse; ele não achou necessário dizer às pessoas que funcionários estatais autorizados poderiam trancá-los se meramente suspeitassem que estavam doentes, e depois forçá-los a se submeterem a tratamento; ele não disse à nação que o Estado agora poderia reter seus dados biométricos por um período adicional e ele ignorou completamente a necessidade de dizer ao povo que todas as eleições foram suspensas e sua democracia representativa havia sido temporariamente cancelada.

No entanto, ele se lembrou de lembrar as pessoas de suas obrigações. Porque o “novo normal” não se trata do que o seu país pode fazer para proteger sua saúde, se trata do que você pode fazer pelo seu Estado de biossegurança. Nas palavras de Johnson:

[…] nesta luta não podemos ter dúvidas de que todos e cada um de nós está diretamente alistado. Todos e cada um de nós agora é obrigado a se unir, para impedir a propagação desta doença.

Embora a Lei do Coronavírus não tenha recebido aprovação real (tornado-se lei) até 25 de março, Johnson escolheu o dia 23 de março para anunciá-la. Isso foi precisamente 87 anos depois que os nazistas promulgaram sua Lei Habilitante60 (também conhecida por Lei de Concessão de Plenos Poderes).

Em 23 de março de 1933, Hitler foi agraciado com o poder executivo supremo (poder plenário) pela Lei Habilitante Alemã. Assim como os nazistas exploraram o incêndio do Reichstag para tomar o controle ditatorial, o Estado do Reino Unido usou a pseudopandemia para fazer o mesmo. Em ambos os casos, atropelando suas constituições nacionais.

Diz muito que o Estado do Reino Unido não usou as disposições legais disponíveis criadas para emergências nacionais, como pandemias. A Lei de Contingências Civis de 2004 (Civil Contingencies Act 200461, CCA) foi formulada após longa consulta e debate e deu ao Estado (executivo) os poderes plenários considerados necessários para lidar com uma emergência nacional de verdade.

A CCA também restringia severamente esses poderes, a fim de proteger tanto a constituição quanto a democracia. Ela estabelecia um prazo estrito de 30 dias para poderes de emergência e obrigava o governo a continuamente voltar ao parlamento para solicitar a extensão da sua autoridade, se necessário.

A pseudopandemia foi planejada para gerar mudanças econômicas, sociais e políticas permanentes. Para conseguir isso, era necessário manter os poderes de emergência e o Estado precisava ignorar a constituição e marginalizar a democracia. Embora a CCA fosse mais do que adequada para lidar com uma pandemia genuína, a pseudopandemia não era real e os mecanismos de supervisão parlamentar dentro da CCA a teriam exposto rapidamente.

Ao não invocar a CCA, o Estado do Reino Unido estava entre muitos em todo o mundo que não declararam formalmente um estado de emergência em resposta à COVID-19. Em termos legais, a pseudopandemia não foi uma emergência nacional no Reino Unido62.

Nota do tradutor: no Brasil, as medidas que poderiam ser adotadas no enfrentamento da pseudopandemia foram definidas pela Lei Federal nº 13.979 de 202063, assinada em 6 de fevereiro de 2020 pelo presidente Jair Messias Bolsonaro junto do então Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do então Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta64. A lei previa que as autoridades poderiam adotar, entre outras medidas: isolamento; quarentena; realização compulsória de exames médicos, testes laboratoriais e vacinação; e uso obrigatório de máscaras de proteção individual.

Essa lei foi vinculada ao Decreto Legislativo nº 6 de 202065, que decretou o estado de calamidade pública decorrente da pseudopandemia, com efeitos previstos, inicialmente, até 31 de dezembro de 2020.

Também foi importante para a pseudopandemia o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 634166, em 24 de março de 2020, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que deu competência aos estados e municípios para legislar sobre medidas de combate à COVID-19, e estabeleceu que essas medidas deveriam ser devidamente justificadas, obedecer aos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ter respaldo científico. Vale observar que esse Tribunal está comprometido com os ODS e a Agenda 2030 da ONU67.

A Constituição de 198868 enumera em seu Art. 5º alguns direitos que considera fundamentais, como o de realizar cultos religiosos, o de exercer o trabalho, o de locomoção, o de reunião, entre outros. A Constituição prevê que só poderiam ser suspensos nas situações de estado de sítio ou estado de defesa. Embora nenhum dos dois estados tenha sido declarado durante toda a pseudopandemia, várias legislações estaduais69 e municipais70 determinaram a suspensão de alguns desses direitos.

Tanto a Lei Federal quanto o Decreto Legislativo mencionados venceriam em 31 de dezembro de 2020. Mas no dia anterior, o STF julgou71 a ADI nº 6.62572, e decidiu prorrogar as medidas sanitárias até 31 de dezembro de 2021 ou até a OMS declarar o fim da pandemia, o que ocorrer por último.

Até o momento da tradução (fevereiro de 2022), a OMS ainda não declarou o fim da pandemia, o que significa que ainda há medidas em vigor.

Usando o sistema de autoridade global, em conjunto com um planejamento extensivo e maximizando as vantagens da compartimentação, os conspiradores centrais guiaram as parcerias público-privadas globais e os influenciadores informados estrategicamente posicionados para consolidar seu controle político. Eles converteram com sucesso seus meios financeiros nos meios políticos necessários para operar a pseudopandemia.


Continue para o Capítulo 3. Ou acesse o índice do livro.

Autor: Iain Davis

Iain Davis é um jornalista, autor, blogueiro e criador de vídeos que contribui frequentemente para organizações de mídia como 21st Century Wire, UKColumn, OffGuardian e outros sites de notícias.

Você pode ler mais do seu trabalho e se inscrever em sua newsletter em seu blog In This Together.

Tradutor: Daniel Peterson

Esse texto é uma tradução de parte do livro Pseudopandemic: New Normal Technocracy, originalmente escrito por Iain Davis e publicado em junho de 2021.

O livro, em inglês, publicado sob a licença CC BY 4.0, pode ser baixado gratuitamente por quem se inscrever para receber a newsletter do In This Together, ou comprado diretamente do autor, ou ainda pela Amazon.


Referências

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